quarta-feira, 26 de junho de 2013

Como Um Oceano







De repente, somos pegos de surpresa e preenchidos por completo por tal poder que nosso espírito começa a ser vivo novamente.
Estou falando de Vida, porque Jesus sempre falou em Vida.
Sempre trouxe uma mensagem de libertação e não de condenação, luz e não trevas,, coragem e não medo, e assim, sucessivamente ...

Quero falar de Vida hoje, enquanto há esperança e tudo aquilo que é necessário para que possamos apontar nossa Vida para Eternidade.

Quero pensar que minha vida nesse instante será Vida, e que tudo que diz respeito a mim mesmo, será do tamanho do Oceano, que por mais que seja finito, é tão grande que possui em si todas as mais diversas formas de vida.

Quero ultrapassar os padrões de pré-estabelecimento e passar por cima de minhas próprias conclusões para alcançar aquilo que está além de mim mesmo.

E acredite, não será difícil, pois já refiz todo o meu plano de fuga, e assim, com meu quadro de força restaurado, me permitirei ser tudo o que Deus sonhou para mim, e assim, ter aqui dentro de mim o Coração que luta pelo mais fraco, pelo mais frágil, pelo menos representado ou pelo totalmente esquecido.

Só há um clamor nesse momento. O clamor daqueles que já foram injustiçados por aqueles que estão sendo injustiçados. E esses que já foram injustiçados, nesses instante, se tornaram um Oceano, pois superaram suas próprias fragilidades.

Tomados de um ímpeto não questionável, partiram para alcançar a tudo e a todos.

Seja a beira da praia, seja o navio distante da terra. Seja o fosso em um abismo profundo, seja o reflexo do sol em sua superfície.

Ser como um Oceano, é ser quase infinito.



Na Resistência,

Samuka.


sábado, 15 de junho de 2013

A Felicidade Só É Completa Quando É Compartilhada

Cassino, Outono, pós almoço.

Proteína de soja e tomate.

Jogo por cima logo um chimarrão.

Um incenso e um livro de filosofia. Uma filosofia qualquer.

Nesse momento, uma filosofia qualquer serve porque todo esse momento aqui sobressai qualquer filosofia.

Televisão desligada, mas no fundo está rolando "Freedom" de Anthony Hamilton & Elayna Boynton.

Uma felicidade para ser compartilhada. Com quem ? Comigo mesmo.

Cassino, quase inverno...


Samuka.

sexta-feira, 7 de junho de 2013






Acordei próximo das 4 da madrugada. Perdi o sono. Nada muito normal, pois meu sono de modo geral é bem pesado e constante. Comecei a pensar na minha vida e em todas as coisas que me cercam. Me preocupei com algumas coisas, calculei o curso de mais algumas outras, me arrependi por outras e senti dúvidas por outras. Muito pensamento, muita reflexão.
Na realidade, devaneios demais.
Por um momento, pensei em tirar o "pé do freio", desistir de algumas coisas, de algumas pessoas...

Estou falado sério. Deus sabe.

Alguns minutos depois, me dei de conta que não posso fazer isso. Não vou dar "pití", não vou me deprimir e nem desistir de nada. Decidi aumentar a velocidade. Não lavara s mãos. Decidi não ter dúvidas, não ter medo e nem nada que me faça ser uma vítima (Vítima de quem ?)...

Percebi que desistir, não é um luxo que tenho. Isso é um luxo que algumas outras pessoas podem ter. Tipo depressão, traumas, desculpas e etc. Coisa de gente que não é como eu. E seja lá o que for, enfrentarei. Mesmo que eu me machuque, que eu dê com a cara no muro ou que não dê em nada, não vou parar aqui , no meio do caminho.

Seguirei até onde der. Seguirei mesmo na contra mão . Seguirei até o momento que as minhas pernas não aguentarem mais. Seguirei até morrer..


domingo, 19 de maio de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Primeiro










Seja o primeiro e o último.
Seja o mais importante.
Seja a prioridade, assim, como se nada mais existisse.
Seja o mais adorado e buscado.
Esteja acima de tudo e todos, com esse teu amor violento, que nos constrange.
Inunda tudo que há em meu ser.
Não deixe nada de fora, até que tudo esteja fora do alcance do medo.

Como se as ondas tivessem me submergido, pega da minha mão e me puxe para fora.
Como se meus batimentos estivessem caindo, restaura meu quadro de força.
Como se eu estivesse despencando do mais alto monte, para dentro do mais fundo abismo, como se o mundo estivesse desmoronando, continuo agarrado nas tuas vestes. Não vou largar...

E mesmo que eu largue, sei que tu não me larga.

Por isso, que és o primeiro.

Samuka.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Algemas









A Vitória



É difícil entender a nossa real situação. Se pudéssemos fazer novamente toda nossa estrutura atual de mundo, faríamos ela totalmente da mesma forma, do mesmo jeito que ela existe. Não mudaríamos nada.
Em nossa mente, tudo o que existe e tudo que se constituiu até agora, é tido como se fosse uma “medalha” por toda a evolução que o ser humano passou por todo esse tempo de civilidade. Por nossa cabeça, nem se quer passa um resquício de que em outra época, houve um ser humano tão inteligente quanto o dessa presente era. Somos os mais inteligentes, os mais informados, os mais rápidos e os mais fortes.
Em um processo histórico linear, se colocarmos o homem primitivo no início dessa linha e nós no final, poderíamos explicar a real vitória do Homo Sapiens sobre toda e qualquer coisa existente nesse planeta. Vencemos !


A Mentira


O escritor uruguaio Eduardo Galeano, fala em uma de suas obras, que se Alice voltasse do País das Maravilhas para seu mundo ( o nosso mundo), só notaria algumas diferenças específicas, pois a loucura na qual se inseriria, talvez fosse maior do que a encontrada naquele lugar.
O que quero dizer é que só falta gatos que desaparecem e flutuam, pois todas as outras loucuras já são existentes.
Quiçá, de tão inseridos nessa mitologia vigente, não nos damos por conta que a mentira que vivemos é tão poderosa, que não somos capazes de pensar em uma alternativa para isso tudo. Somos tão enganados a todo tempo, que a velocidade em que as coisas acontecem, desferem golpes em nossa tentativa de reação que nos atrofia, anestesia e desconfigura todo o nosso sistema …
Mas de nada adianta nos darmos por conta sozinhos dessa mentira. Temos que conscientizar aos outros. E isso requer tempo . E tempo seja o nosso maior inimigo. Pois se o tempo não for usado na desconstrução dessa mentira, será utilizado como arma contrária. Ou seja, quanto mais tempo inserido nessa mentira, mais difícil será desmascará-la.



O Cativeiro

Sim, estamos presos. Por isso que somos limitados. Por isso que há condições para que possamos fazer certas coisas. Não podemos fazer tudo. Se temos tempo, não temos dinheiro. Se temos dinheiro, não temos tempo ou saúde. Temos que a todo tempo fazer concessões. Ganhamos de um lado e perdemos de outro. Mais perdemos do que ganhamos.
As vezes parece que estamos como um cão, em um vai-e-vem. Nos movimentamos , mas não muito. Nos movimentarmos muito não é muito bom para ninguém.
As coisas são tão sutis...
Mas estamos em um cativeiro. Não percebemos porque estamos nesse cativeiro desde que nascemos. Não sabemos como é a selva, por isso não sentimos saudade dela. Por isso achamos ela perigosa e horripilante. Temos medo de morrer de fome, de sede ou de morrer nas garras de algum predador.
O que temos a perder ? Aqui nós morremos também. De outras mortes, é claro. Por comer demais, por beber demais, por caminhar de menos, por enfermidades que contraímos pela fragilidade que adquirimos.
Temos tudo, menos a liberdade.


A Jaula

Sim, nossa jaula é invisível. Mas não quer dizer que ela não esteja aí. Ela tem requintes de prazer. Nos dá uma falsa sensação de proteção, mas na realidade, serve para nos prender e não proteger. Temos medo de tudo e de todos. Na nossa imaginação, vamos ser atacados, estuprados, atropelados, roubados e etc. É um pânico só.
Quem colocou isso em nós ? O que ganhou com isso ?
Escravos !
Somos escravos disso. Somos escravos daqueles que trancaram a nossa comida, que trancaram nossa bebida.
E essa comida e bebida é nossa. Mas trabalhamos por ela como se não fosse.
Trabalhamos debaixo do chicote do medo. Medo de tudo e todos. E nesse medo, não percebemos a nossa jaula, o nosso inimigo, pois ele não está personificado. Ele está por todos os lados, nos cercando, mas não percebemos.
Na televisão, nos livros, nas propagandas, nos sermões, nas escolas, nas universidades, nas indústrias, nas músicas, nos filmes...

Sutilidade é sua mais consistente arma.


Samuka.




domingo, 21 de abril de 2013

O Galho Vai Quebrar !









Por mais que possamos pensar que as coisas podem se estabelecer da forma que queremos e mediante o nosso objetivo e esforço alavancado, nem tudo sai como queremos, nem tudo se encaixa da forma que queremos.
Nossos métodos de fazer, pensar, exercer e barganhar, nos levam a pensar que podemos até acrescentar um palmo diante o nosso nariz, mas isso é mentira. Um dos nossos maiores equívocos. Mas seguimos dessa maneira, com a falsa sensação de que podemos controlar tudo e todos. Mesmo que uma simples gripe, nos impossibilite de levantar da cama. Nossa altivez perante tudo e todos, nos coloca sempre a frente de todos, com uma falsa humildade.
Marcamos o churrasco, chove. Chamamos todos para o luau, mas esquecemos dos fósforos para ascender a fogueira. Queremos assistir um filme, mas falta energia elétrica. O gás acaba, não trouxemos o repelente, esqueci a chave, não fizemos o relatório...
É claro que existem coisas que não podemos controlar como a chuva, a neve, um vendaval e outros fenômenos. Mas existem os fenômenos humanos que fazem com que nós mesmos venhamos a tropeçar. E é destes que falo, essas coisas diárias que nos demonstram que 0,0001 % das coisas que rolam na nossa vida, possui a nossa “mão”. O resto, fica em outra esfera mística e desconhecida. Simplesmente acontece.
Tenhamos a certeza de que a maior parte das coisas boas que acontecem, não programamos.
E tenhamos também a certeza de que a maior parte das vezes, as coisas não darão certos. Falharemos e feio.



Excentricamente falhos.

Profissionalmente idiotas.

Eternamente ridículos.

Vulgarmente embaraçados.


Samuka.